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08/02/2012
Pronunciamento de Múcio Magalhães em homenagem ao dia do Frevo
Nove de fevereiro, é comemorado o dia do frevo e dada à importância desse ritmo em nossa cultura, venho mais uma vez a essa tribuna fazer esse registro.
O frevo é uma manifestação cultural genuinamente pernambucana. Nasceu do povo nas ruas do Recife, sendo um legítimo representante da nossa cultura e do nosso povo pernambucano, que foi protagonista de inúmeras lutas libertárias ao longo da história do Brasil.
O frevo surgiu como uma reação popular a elitização do carnaval, ocorrida nas últimas décadas do século dezenove, que tirava o carnaval das ruas e o colocava nos clubes fechados, só para as elites, copiando o modelo veneziano de baile de máscaras, em que o povo não participava da festa.
A palavra frevo vem de ferver, e de acordo com o Vocabulário Pernambucano de Pereira da Costa passou a designar: "Efervescência, agitação, confusão, rebuliço, apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai-e-vem em direções opostas como pelo Carnaval".
A data, nove de fevereiro, passa a ser reconhecida oficialmente como dia do frevo, pois foi nessa data, no ano de 1907, que a palavra frevo, que já era divulgada pelo boca a boca do povo, é pela primeira vez publicada em um periódico do Recife, o Jornal Pequeno, que mantinha uma seção sobre ritmos carnavalescos.
Desde nove de fevereiro de 2007, quando completou seus 100 anos, o frevo é reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pois o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) aprovou, com a presença do então Ministro da Cultura Gilberto Gil, a proposta de registro entregue pelo ex-prefeito do Recife João Paulo.
Foi na gestão do ex-prefeito João Paulo, inclusive, que houve uma importante promoção do frevo, a partir da recuperação do carnaval recifense, com a descentralização em diversos pólos de folia, através do apoio as agremiações carnavalescas e das inúmeras iniciativas para promover nacionalmente o frevo. Como conseqüência dessas ações, orquestras de frevo, que ressurgiram em grande número, e grupos de passistas, têm agenda de apresentações o ano inteiro. O frevo, que parecia estar estagnado, tomou novo ânimo, sendo composto e gravado por inúmeros artistas em todo o País.
Viva o Frevo!
Viva o povo pernambucano!
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| Gabinete do Vereador |
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07/02/2012
HOMENAGEM A DOM HÉLDER CÂMARA
Hélder Pessoa Câmara, nosso querido Dom Hélder, nasceu em Fortaleza, Ceará, em 7 de fevereiro de 1909. Hoje fazem 103anos do seu nascimento. E é para lembrar sua história e falar as novas gerações, que não tiveram a oportunidade de conviver com sua iluminada presença, que faço esse pronunciamento.
Dom Hélder entrou no Seminário da Prainha de São José, em Fortaleza, aos quatorze anos e em 1931 foi ordenado sacerdote, com autorização da Santa Sé, pois com apenas 22 anos, ainda não tinha a idade mínima exigida para ordenação.
Transferido para o Rio de Janeiro, morou e trabalhou por 28 anos e chegou a exercer funções na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro e no Conselho Nacional de Educação, mas o maior sonho de Dom Helder era a erradicação da miséria no mundo e trabalhava para chegarmos ao ano 2000 sem fome. Nessa época, criou o Banco da Providência para ajudar famílias pobres e a Cruzada São Sebastião, para pôr fim às favelas. Graças a doações, construiu no Leblon um conjunto de prédios de apartamentos, para onde transferiu famílias de uma favela próxima. Mas sem apoio do Estado, não deu certo. Sem recursos para pagar os impostos e taxas como luz e água, os moradores passaram a repassar para terceiros os apartamentos e a obter renda graças à venda de torneiras, pias e outras peças dos imóveis.
Em 1955 foram fundados, fruto do seu entusiasmado apoio, o CELAM – Conselho Episcopal Latino Americano, que congrega e representa os bispos do Continente, e a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, do qual ele foi o primeiro secretário-geral.
Foi nomeado arcebispo de São Luís – MA, mas antes de tomar posse o papa Paulo VI o transferiu para o Arcebispado de Olinda e Recife, em 12 de março de 1964, cargo que ocupou até1985.
Nessa Arquidiocese instituiu um governo colegiado, organizada em setores pastorais. Criou o Movimento Encontro de Irmãos, o Banco da Providência e a Comissão de Justiça e Paz da diocese e fortaleceu as Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s).
Por sua sensibilidade social e sua opção pelos pobres, era tido por comunista, principalmente após a ditadura militar no Brasil, quando passaram a lhe chamar de “Arcebispo Vermelho”. Ele costumava comentar: “quando dou pão aos pobres, chamam-me de santo, quando pergunto pelas causas da pobreza, me chamam de comunista”.
Utilizava os meios de comunicação para denunciar as injustiças. Pregava no Brasil e no exterior uma fé cristã comprometida com a defesa dos pobres, por isso, com oAI-5, foi-lhe negado o acesso aos meios de comunicação, sendo proibida inclusive qualquer referência a ele.
Nesse período, para fugir da cesura em seu País, fez freqüentes viagens ao exterior,onde divulgou amplamente suas idéias e denúncias de violações de direitos humanos no Brasil. Isso incomodava ao governo militar, pois desmoralizava aimagem que queriam projetar do País no exterior, em virtude disso, Dom Helder sofreu represarias,inclusive a denúncia do governador de São Paulo, Abreu Sodré, que tentou criminalizá-lo, alegando ter provas de que Dom Helder era financiado por Cuba e Moscou. Mas a denúncia terminou por ser esvaziada, pois não havia as tais provas.
Após deixar o Arcebispado, continuou a viver no Recife, nos fundos da Igreja das Fronteiras, onde vivia desde 1968. Morreu aos 90 anos no Recife em 27 de Agosto de 1999.
No dia do seu aniversário de nascimento, rendo minhas homenagens e admiração aesse ilustre brasileiro, que nos presenteou com sua presença no Arcebispado de Olinda e Recife.
Viva Dom Hélder! Viva sua opção preferencial pelos pobres! Viva sua luta por uma sociedade sem miséria e sem fome! Viva sua luta por uma sociedade com justiça e paz!
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| Gabinete do Vereador |
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21/11/2011
20 DE NOVEMBRO, DIA NACIONAL DE ZUMBI E DA CONSCIÊNCIA NEGRA
Ontem, 20 de novembro, foi comemorado
em todo o País o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Esta data passou
a ser oficial em todo o Brasil a partir da sanção da Presidenta Dilma Rousseff
da Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.
O ano de 2011 é também o Ano Internacional dos Afrodescendentes, instituído por
Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). E no Brasil, ocorreu entre os
dias 16 a 19 de novembro o Afro XXI – Encontro Ibero-americano do Ano
Internacional dos Afrodecendentes, que reuniu representações de países
sul-americanos, caribenhos, africanos e ibero-americanos, que deu um caráter
internacional ao nosso 20 de novembro deste ano.
A data, 20 de novembro é a data do falecimento do líder negro Zumbi dos
Palmares, e a Lei oficializa uma iniciativa dos movimentos sociais brasileiros
que desde a segunda metade dos anos de 1970 divulga a data como referência da
luta pela igualdade racial.
Zumbi dos Palmares nasceu em 1655, em Palmares, no hoje estado de Alagoas.
Apesar de ter nascido livre, Zumbi foi capturado aos sete anos de idade e
entregue a um padre católico, do qual recebeu o batismo e o nome de Francisco.
Aprendeu a língua portuguesa, o latim e a religião católica, chegando a ajudar
o padre nas celebrações de missas. Porém, aos 15 anos, fugiu e voltou a viver
no quilombo.
O Quilombo dos Palmares, localizado na atual região de União dos Palmares,
Alagoas, era uma comunidade auto-sustentável, formada por escravos negros que
haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma
área próxima ao tamanho de Portugal. No período em que Zumbi retornou ao
Quilombo, sua população alcançava por volta de trinta mil pessoas.
Graças a sua inteligência, destreza na luta e capacidade de liderar, Zumbi se
tornou conhecido, e aos vinte e poucos anos já era um estrategista militar
respeitável.
O governador da Capitania de Pernambuco, Pedro de Almeida, tentando dar fim ao
longo conflito com o Quilombo de Palmares, propôs a Ganga Zumba, líder do
Quilombo em 1678, um acordo de paz.
Em troca da paz, os quilombolas de Palmares acordaram com o governador que além
da promessa de devolver as mulheres e filhos de negros que estivessem em seu
poder, os nascidos em Palmares teriam liberdade, haveria permissão para
estabelecer 'comércio e trato' com os moradores da região e a garantia de um
lugar onde pudessem viver 'sujeitos às disposições' da autoridade da
capitania. Prometiam também entregar os escravos que dali em diante fugissem e
fossem para Palmares.
O acordo foi assinado por Ganga Zumba em novembro de 1678 em Recife e foi
cedida a ele e seus seguidores a região de Cucaú, próxima de Serinhaém.
Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba,
se recusando a deixar Palmares com parte dos quilombolas e prometendo a
continuar a resistência contra a opressão portuguesa.
Com a ida da Ganga Zumba e seus liderados para Cucaú, Zumbi tornou-se o novo
líder do Quilombo de Palmares.
Em 1693, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar
a invasão ao Quilombo dos Palmares e em 6 de fevereiro de 1694 a capital de
Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Em 20 de novembro de 1695 foi morto com
20 guerreiros, quase dois anos após a batalha que destruiu o quilombo.
Zumbi teve a cabeça cortada, salgada e levada a Recife, sendo exposta em praça
pública para desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de
Zumbi.
Apesar do progresso atingido no Brasil para promover os direitos dos
afrodescendentes, especialmente após a criação por Lula da Secretaria de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ainda há grandes desafios para
assegurar a inclusão total desse segmento da população em condições
igualitárias na vida social, cultural, econômica e política nacional.
O combate a exclusão social e a marginalização dos afrodescendentes no Brasil,
identificadas como as causas básicas e fatores agravantes por trás da
discriminação das quais elas são as vítimas deve ser permanente, inclusive com
ações afirmativas. E o 20 de novembro, dia nacional de Zumbi e da consciência
negra deve ser usada para lembrar do muito que ainda esta por fazer para a
realização plena da igualdade racial em nosso país.
Zumbi, que desde 1997 tem seu nome inscrito no Livro dos Herois da Pátria, no
Panteão da Pátria e da Liberdade, é considerado um dos grandes líderes de nossa
história, símbolo da luta contra a escravidão, pela liberdade de culto
religioso e pela prática da cultura africana no País.
As homenagens prestadas a Zumbi, desde muito antes da oficialização da data 20
de novembro, refletem o reconhecimento do povo brasileiro às lutas por
liberdade e em defesa da dignidade humana de africanos e seus descendentes.
Viva Zumbi,
Viva a liberdade,
Viva a igualdade racial.
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| Gabinete do Vereador |
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08/11/2011
Pronunciamento sobre o Plano Nacional de Educação
Na próxima sexta-feira, dia 11, a partir da 9
horas, estaremos realizando uma audiência pública para discutir o Plano
Nacional de Educação (PNE), que está em vias de ser aprovado no Congresso
Nacional. Quero então fazer um convite a todos e todas para esse importante
debate.
O PNE, Projeto
de Lei nº 8.035 de 2010, foi enviado ao Congresso Nacional pelo Presidente Lula
em 15 de dezembro de 2010 e propõe metas a serem alcançadas até 2020 nas áreas
de pós-graduação, ensino superior, ensino médio, fundamental e educação
infantil.
São apresentadas no PNE dez diretrizes e 20
metas, com as estratégias específicas de efetivação do proposto. O Plano prevê
formas como a sociedade monitorar e cobrar cada uma das metas previstas.
São diretrizes do PNE:
A erradicação do
analfabetismo;
A universalização do atendimento
escolar;
A superação das desigualdades
educacionais;
A melhoria da qualidade do ensino;
A formação para o trabalho;
A promoção da sustentabilidade
sócio-ambiental;
A promoção humanística, científica
e tecnológica do País;
O estabelecimento de meta de
aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno
bruto;
A valorização dos profissionais da
educação; e
A difusão dos princípios da
equidade, do respeito à diversidade e a gestão democrática da educação.
Destaco as metas de universalização e
ampliação do acesso e atendimento em todos os níveis educacionais, com
estratégias específicas para alcançar a universalização do ensino de quatro a
17 anos, prevista na Emenda Constitucional nº 59 de 2009, além do incentivo à
formação inicial e continuada de professores e profissionais da educação em
geral.
O PNE ainda avança para uma avaliação e
acompanhamento periódico e individualizado de estudantes, professores, gestores
das instituições de ensino e demais profissionais.
Universalizar,
até 2016, o atendimento escolar da população de quatro e cinco anos, e ampliar,
até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população
de até três anos.
Também consta do PNE o
investimento na expansão e na reestruturação das redes físicas das instituições
de ensino e em equipamentos educacionais como transporte, livros, laboratórios
de informática, redes de internet de alta velocidade e novas tecnologias.
Entre
as metas destaco:
Universalizar
o ensino fundamental de nove anos para toda população de seis a quatorze anos.
Universalizar,
até 2016, o atendimento escolar para toda a população de quinze a dezessete
anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%
(oitenta e cinco por cento), nesta faixa etária.
Universalizar,
para a população de quatro a dezessete anos, o atendimento escolar aos
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Alfabetizar todas as crianças até, no máximo,
os oito anos de idade.
Oferecer
educação em tempo integral em 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas de
educação básica.
Elevar
a escolaridade média da população de dezoito a vinte e quatro anos de modo a
alcançar mínimo de doze anos de estudo para as populações do campo, da região
de menor escolaridade no país e dos vinte e cinco por cento mais pobres, bem
como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à
redução da desigualdade educacional.
Elevar
a taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para noventa e
três vírgula cinco por cento até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo
absoluto e reduzir em cinquenta por cento a taxa de analfabetismo funcional.
Oferecer,
no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de educação de jovens e
adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino
fundamental e no ensino médio.
Duplicar
as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a
qualidade da oferta.
Garantir,
em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação
específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de
conhecimento em que atuam.
Formar
50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica em nível de
pósgraduação lato e stricto
sensu e garantir a
todos formação continuada em sua área de atuação.
Valorizar
o magistério público da educação básica, a fim de aproximar o rendimento médio
do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do
rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Assegurar,
no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais
do magistério em todos os sistemas de ensino.
Garantir,
mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a
critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade
escolar.
Ampliar
progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o
patamar de 7% (sete por cento) do produto interno bruto do País. Nesta meta
específica, trabalhadores em educação e estudantes através das suas entidades
nacionais tem defendido a elevação para 10% do PIB.
São metas ambiciosas, que se forem
efetivamente alcançadas modificarão substancialmente a qualidade da educação
brasileira. Mas para isso, além da aprovação do PNE no Congresso Nacional é necessário
o envolvimento do poder público e da sociedade organizada para a sua efetivação.
Convido todos e todas mais uma vez para
participar da audiência pública da próxima sexta-feira, a partir da 9 horas, no
Plenarinho desta Casa, para aprofundarmos o tema e destacar o nosso papel para
a efetivação dessas metas que mudarão substancialmente a qualidade e a
abrangência do ensino em nosso País.
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| Gabinete do Vereador |
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26/10/2011
Homenagem ao Dia Nacional da Saúde Bucal e ao Dia do Cirurgião Dentista
Hoje, dia 25 de
outubro, são comemoradas duas datas importantes: o Dia Nacional da Saúde Bucal
e o Dia do Cirurgião Dentista.
Lembrar o dia do
cirurgião dentista é lembrar os avanços em um setor da saúde publica que até
bem pouco tempo era bastante defasado e distante da realidade das pessoas mais
necessitadas.
Esse profissional, que
é de grande relevância para a sociedade, não havia sido efetivamente integrado
ao sistema de saúde. Sobretudo numa perspectiva de promover a prevenção e os
cuidados necessários para que as pessoas pudessem verdadeiramente se sentir
mais felizes, com um sorriso bem cuidado e com a saúde em dia.
Tivemos aqui no
Recife, a partir do governo do nosso companheiro João Paulo, a primeira
emergência pública odontológica da cidade. Uma ação que proporcionou as pessoas
ter acesso a saúde bucal de forma gratuita. Algo inovador que apontava para a
nossa grande obra: CUIDAR DAS PESSOAS
A partir do exemplo da
cidade do Recife, essa ação virou exemplo para o Brasil. Durante o governo
Lula, ele criou um grande programa para beneficiar milhões de brasileiros, o
BRASIL SORRIDENTE. Através dos CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLOGICAS, o
programa se estendeu para todo o país. Um modelo de gestão da saúde que incluiu
as pessoas mais necessitadas, em programas cuja finalidade é a prevenção. Tudo
isso faz parte de uma historia muito recente do país, que conta com a
capacidade fundamental desses profissionais que atendem tantas pessoas.
Hoje, inclusive, os
cirurgiões dentistas de todo o Brasil paralisaram o atendimento aos convênios
através dos planos de saúde, reivindicando uma melhor remuneração que permita
ofertar um serviço de qualidade sem sobrecarregar os profissionais.
Segundo dados
extraídos do Diário de Pernambuco de hoje, existem cerca de 240 mil dentistas
em todo o Brasil, sendo que 60% deles são particulares.
Portanto, é necessário
valorizar esses profissionais para que possamos avançar ainda mais nas
políticas publicas, beneficiando cada vez mais pessoas.
Nosso mandato se
associa e se compromete com esta importante categoria profissional na
perspectiva do seu fortalecimento e valorização.
Parabéns aos
cirurgiões dentistas!
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| Gabinete do Vereador |
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18/10/2011
Pronunciamento sobre aprovação do Estatuto da Juventude na Câmara dos Deputados
No dia 06 de Outubro de 2011 foi
aprovado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei n° 4.529/2004, que institui
o Estatuto da Juventude e dispõe sobre direitos dos jovens, os princípios e as diretrizes
das políticas públicas de juventude.
Esta primeira aprovação ocorre no
momento em que o Brasil vive um fenômeno chamado Bônus Demográfico, ou seja, a
população economicamente ativa supera a inativa e o número de jovens soma mais
de 50 milhões, cerca de ¼ total da população. Por esta razão precisamos saudar
esta iniciativa, pois é o reconhecimento da importância dos jovens no momento
histórico vivido pelo país.
A juventude desempenha um papel
estratégico no desenvolvimento econômico e social do Brasil, e precisa ser
vista e enxergada dessa maneira. Os jovens precisam de garantias, pois são
sujeitos de direito que necessitam de novos direitos, como direito à cidade e à
mobilidade; à educação pública, gratuita e de qualidade; à profissionalização,
ao trabalho e à renda; à igualdade; à saúde; à cultura; ao desporto e ao lazer;
à sustentabilidade e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado; à comunicação
e à liberdade de expressão; e à segurança pública; Entre outros. Mas são justamente
estes os direitos que a redação do Estatuto aprovado no dia 06 de Outubro
elenca como as obrigações que o poder público possui e precisa garantir aos
jovens.
Na esteira destes direitos, é
importante ressaltar algumas previsões específicas no texto do estatuto, como a
obrigação do Estado priorizar a universalização da educação em tempo integral; a
garantia a todos os jovens estudantes, na faixa etária compreendida entre 15 e
29 anos, o direito a meia-passagem nos transportes intermunicipais e interestaduais,
independentemente da finalidade da viagem; e o desconto de, pelo menos, 50% do
valor do preço da entrada em eventos de natureza artístico-cultural, de
entretenimento e lazer, em todo o território nacional. Merece destaque também a
previsão que estabelece que o Poder Público adote medidas que garantam a oferta
de condições especiais de jornada de trabalho por meio da compatibilização
entre os horários de trabalho e de estudo.
Outro ponto de destaque diz respeito
aos direitos à igualdade, que asseguram que o jovem não será discriminado por
sua etnia, raça, cor da pele, cultura, origem, idade, sexo, orientação sexual,
condição social, aptidões físicas ou condição econômica. Havendo a previsão de
inclusão de temas sobre questões raciais, de gênero e de violência doméstica e
sexual praticada contra mulheres na formação dos profissionais de educação,
saúde, segurança pública e dos operadores do direito, sobretudo com relação à
proteção dos direitos de mulheres negras.
Estes e outros direitos, garantias e
previsões estão no texto do Projeto que agora irá para discussão no Senado
Federal. É fundamental que façamos o debate em todas as instâncias de poder e
de governo, contribuindo para que o Estatuto da Juventude seja aprovado.
Todos os avanços trazidos e incorporados
até agora, precisam ser reforçados, mas também precisamos aprimorá-los,
estabelecendo de forma mais concreta quais os novos direitos que precisam ser
institucionalizados. Vale lembrar que esta faixa geracional, ao contrário das
crianças, adolescentes e idosos, ainda não possuía um instrumento institucional
próprio, como um Estatuto. Este por sua vez, sendo aprovado, precisa dar conta
de responder àquilo que se propõe, garantir aos jovens o direito de viver
plenamente a sua juventude.
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| Gabinete do Vereador |
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17/10/2011
Pronunciamento do vereador Múcio em Saudação ao dia do Professor
No dia 15 de
outubro, o Brasil comemora o dia do professor. A data faz referência ao dia 15
de outubro de 1827, quando Dom Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um
Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil.
O decreto de Dom
Pedro I determinava que todas as cidades, vilas e lugarejos teriam suas escolas
de primeiras letras, tratava da descentralização do ensino, das matérias
básicas que todos os alunos deveriam aprender, de como os professores deveriam
ser contratados e do salário dos professores, entre outros assuntos. No entanto
a inovadora resolução imperial não foi cumprida.
Mais tarde, em
1963, através de um decreto federal, foi oficializado o dia 15 de outubro como
dia do professor, que passou a ser feriado escolar destinado a solenidades com
participação dos alunos, familiares e professores para discutir o papel do
professor na sociedade moderna.
Passados tantos
anos desde o decreto do Imperador D. Pedro I, muito ainda tem que ser realizado
para a consolidação de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos
e muito mais para que o papel do professor em nossa sociedade seja devidamente
reconhecido pelo Estado.
Apesar de avanços
pontuais, o professor brasileiro continua muito mal pago, em comparação com os
dos outros países e suas classes são mais cheias, com mais alunos por
professor, o que demanda mais tempo e atenção do profissional.
Recentemente a Lei
11.738 de 2008, estabeleceu o piso nacional para os professores da educação
básica da rede pública, além de tratar da jornada de trabalho destes
profissionais da educação. Após uma importante batalha jurídica, o Plenário do
Supremo Tribunal Federal (STF), declarou a constitucionalidade dessa Lei, tanto
na parte que regulamenta o piso nacional (vencimento básico) para os professores
da educação básica da rede pública, bem como na limitação máxima de 2/3 da
jornada de trabalho para atividades em sala de aula.
Essa garantia de
1/3 da jornada como tempo destinado para o planejamento das aulas é importante
para elevar a qualidade do ensino, pois uma professora ou professor sem tempo
para planejar suas aulas acaba fazendo um mau trabalho. Esta jornada
extraclasse é mais uma etapa do trabalho e tem que ser respeitada em nome da
qualidade do ensino.
Apesar da decisão
do STF, que temos que comemorar, a Lei, que vem em favor da valorização das
professoras e dos professores, bem como da melhoria da qualidade do ensino dos
Estados e Municípios brasileiros, ainda não é aplicada por completo.
Somente com a
melhoria da qualidade do ensino será possível formar jovens preparados para
conduzir o nosso País frente aos enormes desafios que a humanidade tem pela
frente, e não será possível melhorar a qualidade do ensino público sem melhorar
a remuneração dos professores e professoras.
Faço aqui essa
homenagem às professoras e aos professores pela passagem do seu dia,
reafirmando meu compromisso com a luta dessa valorosa categoria em defesa de
uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.
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| Gabinete do Vereador |
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11/10/2011
Pronunciamento do vereador Múcio Magalhães sobre os Direitos dos Idosos
Tramitam aqui na
Câmara Municipal duas matérias, de minha iniciativa, que buscam consolidar
direitos para as pessoas idosas.
A primeira é um
Projeto de Lei que assegura prioridade na tramitação dos procedimentos
administrativos, cujo interessado seja idoso com idade igual ou superior a 60
(sessenta) anos, em qualquer setor da administração direta e indireta
municipais.
Esse projeto obriga
o funcionário público responsável pela movimentação administrativa da
solicitação da pessoa idosa a dar prioridade a sua tramitação. Ou seja,
qualquer solicitação por requerimento, como pedidos de alvará, processos de
isenção fiscal, informações, etc., feito por idoso, terá que ter uma solução em
no máximo 30 dias, e a resposta deverá ser encaminhada por escrito e por
correspondência, dando todas as informações necessárias, bem como, os
documentos solicitados em seu pedido.
A prioridade na
tramitação das solicitações não cessará com a morte do idoso requerente,
estendendo-se em favor do cônjuge vivo, companheiro ou companheira, com união
estável, com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
A proposição ainda
prevê punição para o funcionário público que não cumprir o que estabelece o
Projeto de Lei.
Esse Projeto de Lei
foi inspirado em Lei Federal de 2001, que introduziu no Código de Processo
Civil a prioridade de tramitação dos processos e procedimentos e na execução
dos atos e diligências judiciais, em que figure como parte ou interveniente
pessoa com idade igual ou superior a 65 anos.
Esse patamar etário
foi reduzido para 60 anos com a sanção do Estatuto do Idoso, em 2003.
Quando em 2001 a
Lei concedeu prioridade ao idoso na tramitação dos processos e procedimentos
judiciais, ela reconheceu que o curso normal de um processo judicial no Brasil
é moroso, sendo comum que o interessado, quando idoso, não tenha seu direito
garantido em vida.
A Lei Federal
entendeu assim que, no processo judicial, os desiguais devem ser tratados
desigualmente. Neste caso, a desigualdade vem para que o princípio da igualdade
seja alcançado, que o direito seja para todos.
O ordenamento
jurídico brasileiro há muito permitiu a discriminação positiva para a
concretização da igualdade. Nesse sentido, algumas leis visam a desordenar tais
diferenças, concedendo a determinadas pessoas o direito de requerer que seja
lhe conferido menor tempo aguardando o decurso de um processo.
Da mesma forma que
a legislação nacional já garantiu que o idoso, para garantir seu direito, deve
ser tratado desigualmente, o Projeto de Lei que apresentei, ao conceder
prioridade na tramitação dos procedimentos administrativos, cujo interessado
seja idoso com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, em qualquer setor
da administração direta e indireta municipais, busca alcançar esse objetivo na
esfera municipal.
Esse Projeto de Lei
reconhece que a pessoa idosa é geralmente mais frágil perante as demais
pessoas, e não tem a mesma perspectiva de vida dos demais para aguardar a lenta
e demorada resposta das suas demandas administrativas, por isso, merece um
tratamento mais célere.
A segunda matéria é
uma proposta de alteração na Lei Orgânica Municipal, para assegurar a
gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos do Recife, aos idosos com
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Com o Estatuto do
Idoso, sancionado em 1º de outubro de 2003, os idosos passaram a ter
reconhecidos importantes direitos, entre os quais, o direito a gratuidade dos
transportes coletivos públicos urbanos.
Mas apesar do
Estatuto reconhecer que todos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos
são idosos, o direito ficou garantido apenas para os que têm acima de 65
(sessenta e cinco) anos. Os idosos compreendidos na faixa etária entre 60
(sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos, em conformidade com o § 3º do art. 39
do Estatuto do Idoso, precisam ter esse direito assegurado em legislação local.
Por isso apresentei
um Projeto de Lei que, apesar de aprovado aqui na Câmara, foi vetado pela
Prefeitura. Voltei então a apresentar a proposta, agora na forma de Emenda a
Lei Orgânica, que se aprovada pela Câmara, não precisará da sanção do prefeito.
Entendo que a
mobilidade das pessoas, ou seja, a capacidade que elas têm de se locomover para
realizar suas atividades, é um importante indicador para mensurar a sua
qualidade de vida. Afinal, o direito à mobilidade minimiza as desigualdades
sociais e o acesso dos idosos pobres ao transporte coletivo público, permite
que eles usufruam das oportunidades e dos serviços ofertados na cidade.
As duas matérias, o
Projeto de Lei que assegura prioridade na tramitação dos procedimentos
administrativos e a Emenda a Lei Orgânica que assegura a gratuidade dos
transportes coletivos públicos aos idosos, são fruto de nosso compromisso de
continuar na luta sem tréguas em defesa da pessoa idosa e do reconhecimento e
da efetivação de seus direitos.
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| Gabinete do Vereador |
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10/10/2011
Homenagem a Che Guevara
Ocupo esta tribuna
no dia de hoje para destacar um fato histórico ocorrido no dia 8 de outubro de
1967, a morte por assassinato, de uma pessoa humana que até os dias atuais
simboliza a esperança e a certeza de que a luta dos povos é o caminho da
conquista da soberania nacional, da igualdade de oportunidades para toda a
população, com o fim da exploração do homem pelo homem através da superação
desta sociedade onde uma minoria é proprietária dos meios de produção.
O texto que
trago para leitura é de autoria de Fidel Castro, um camarada de todas as lutas
em território cubano e com quem dividiu a glória da vitoriosa revolução cubana.
Ernesto Che Guevara
14/06/1928 –
8/10/1967
“O Che era uma
pessoa de infinita confiança e fé na humanidade. Era um exemplo vivo. Era seu
estilo ser um exemplo, estabelecer um exemplo. Era uma pessoa com grande
espírito de sacrifício, com uma natureza verdadeiramente espartana, capaz de
qualquer tipo de abnegação.
Era um
revolucionário completo, que olhava para a humanidade do futuro e que, antes de
mais nada, enfatizava os valores humanos, os valores morais da humanidade. E,
acima de tudo, praticava a abnegação, a renuncia, o altruísmo.
Como todo
revolucionário, em tempo integral, ela sabia o que José Marti, esse grande
patriota, que queria dizer com essas palavras: ”toda a glória do mundo cabe num
grão de milho”.
‘Os
revolucionários não lutam por glória, nem para ocupar um lugar na história. O
Che ocupou um grande lugar na história porque isso não era importante para ele,
porque estava pronto para morrer desde a primeira batalha, porque sempre foi
absolutamente abnegado.
As futuras
sociedades serão feitas de gerações de pessoas como Che! Uma sociedade melhor
irá surgir com o comunismo.
Eis porque
a juventude do mundo vê Che como um símbolo. O nome e a figura de Che são
vistos com respeito, admiração e afeição em todos os continentes. Os que lutam
pelos direitos civis, os que lutam contra a guerra da agressão, pela paz,
assumem o nome e a bandeira de Che.
Graças a
sua vida, sua abnegação, sua nobreza, seu altruísmo, seu heroísmo, ele se
tornou o que é hoje. Ele nos legou seu exemplo. Ele se tornou uma bandeira, um
modelo, um guerreiro.
“O Che é,
em resumo, um modelo de revolucionário, como guerreiro e como comunista para
todos os povos do mundo.”
Fidel Castro
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04/10/2011
Pronunciamento do vereador Múcio Magalhães em homenagem ao dia nacional do idoso
No dia 1o
de outubro é comemorado o dia nacional do idoso. Desde o ano de 2007, a Lei no
11.433 de 2006 definiu esta data para a comemoração, em referência ao dia em
que foi sancionado o Estatuto do Idoso.
Nessa homenagem que
fazemos hoje aqui na Câmara Municipal não vou falar novidades. Até porque já
tivemos vários outros momentos, nestes quase três anos que estamos neste
Parlamento, debatendo conceitos, a realidade vivida, os direitos não
efetivados, a violência sofrida, a situação da mulher na 3ª idade, e tantas
outras questões que envolvem as pessoas idosas em nossa sociedade. Mas mesmo
que sejamos repetitivos, precisamos aproveitar cada oportunidade que temos para
discutir essas questões. Para que, através do debate constante, possamos
conscientizar mais pessoas das atitudes que devemos tomar individualmente, bem
como das ações que são próprias do poder público, para mudar para melhor a vida
das pessoas idosas.
Afinal envelhecer é
um processo natural na vida de todos nós. Ele só não ocorre se for interrompido
com a morte precoce. Era o que acontecia no Brasil em décadas passadas, quando
a expectativa de vida da população era muito baixa. Com os avanços da medicina,
com a universalização dos serviços de saúde pública através do SUS, o combate a
mortalidade infantil, os programas sociais dos governos em vários níveis da
federação, a melhora da economia nacional com a geração de mais empregos, a
melhora nos índices de educação, entre outros, tem-se ampliado a expectativa de
vida dos brasileiros.
O envelhecimento
então está diretamente relacionado à afirmação dos direitos humanos
fundamentais. Ou seja, a velhice significa o próprio direito que cada ser
humano tem de viver muito e com dignidade.
No entanto, o
conceito que muitos têm de envelhecer em nossa sociedade é passar da atividade
para a inatividade, deixar de ser produtivo e passar a ser improdutivo. Ou
seja, deixar de fazer para que outros façam por nós, como se as pessoas idosas
não tivessem habilidades, direito à opinião própria, etc.
O respeito às
pessoas idosas e os seus direitos enquanto cidadãos devem ser assegurados, como
a defesa de sua liberdade, autonomia e bem-estar. Há várias formas agradáveis
de viver esta fase da vida: a participação em grupos de idosos, de dança,
realizar viagens, praticar esportes, freqüentar cursos. Tudo isto e muito mais
são direitos das pessoas idosas.
No entanto, os
direitos das pessoas idosas são constantemente ignorados pelos governos e pela
sociedade em geral, e a forma mais constante de desrespeito a esses direitos é
através do preconceito, que se expressa de diversas formas, mas principalmente
com atitudes que procuram isolá-los de uma vida produtiva e autônoma. Esse
comportamento preconceituoso parte muitas vezes de pessoas próximas e até da
própria família.
A falta de
paciência e respeito com as pessoas idosas, que passam a ser ignoradas e muitas
vezes reprimidas a ponto de não expressarem mais suas opiniões é algo ainda
muito comum em nossa sociedade.
Talvez muitos aqui
já tenham sido vitimas daquela impaciência do motorista do ônibus que não
aguarda o idoso subir e se acomodar no transporte coletivo ou que muitas vezes
nem sequer para no ponto quando só tem idoso para embarcar. Ou até mesmo de
outros passageiros, que acham que o idoso só atrapalha e atrasa a vida dos que
têm pressa.
O combate a essas
atitudes têm que ser constantes, e o trabalho educativo, de conscientização das
pessoas, feito pelos governos para divulgar e promover os direitos dos idosos é
fundamental. Nessa perspectiva, quando discutimos ano passado aqui na Câmara a
Lei Orçamentária Anual do Recife para este ano de 2011, fiz emendas que
acrescentaram recursos para garantir ações educativas de promoção dos direitos
dos idosos bem como para a realização de eventos de inclusão social dos idosos.
Cabe a Prefeitura aplicar esses recursos, e a sociedade organizada e aos grupos
de idosos em particular, cobrar da prefeitura a aplicação desses recursos.
A partir do
Estatuto do Idoso, muitos direitos dos idosos passaram a ser reconhecidos em
lei. Ele é um instrumento legal importante a ser utilizado para a efetivação
desses direitos. O Estatuto afirma que prevenir a ameaça ou violação dos
direitos dos idosos é um dever de toda a sociedade brasileira, e a sua denúncia
passa a ser obrigatória aos órgãos competentes: autoridades policiais,
Ministérios Públicos, Conselhos do Idoso, etc..
O Estatuto também passou a estimular as pessoas a prestarem queixas de
violência contra a pessoa idosa, o que não acontecia antes, porque as pessoas
nem sequer sabiam da existência de órgãos especializados para receber estas
denúncias. Com o Estatuto, a imprensa passou a divulgar tanto o estatuto quanto
as entidades que dão assistência.
Os idosos, com o
seu Estatuto, passaram a ter também o direito à gratuidade dos transportes
coletivos públicos urbanos. Mas apesar de reconhecer que todos com idade igual
ou superior a 60 (sessenta) anos são idosos, o direito ficou garantido apenas
para os que têm acima de 65 (sessenta e cinco) anos. Os idosos compreendidos na
faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos, em conformidade
com o § 3º do art. 39 do Estatuto do Idoso, precisam ter esse direito
assegurado em legislação local. Nesse sentido, apresentei um Projeto de Lei
que, apesar de aprovado aqui na Câmara, foi vetado pela Prefeitura. Voltei
então a apresentar a proposta, agora na forma de Emenda a Lei Orgânica, que se
aprovada pela Câmara, não precisará da sanção do prefeito.
Com a proposta de gratuidade dos transportes
coletivos públicos urbanos aos idosos compreendidos na faixa etária entre 60
(sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos, nós reconhecemos que o direito à
mobilidade minimiza as desigualdades sociais e que o acesso dos idosos pobres
ao transporte coletivo público, permite que eles usufruam das oportunidades e
dos serviços ofertados na cidade.
De acordo com o
IBGE, o número de idosos no Brasil tem crescido de forma acelerada. A
estimativa é que até 2020 o país conte com 40 milhões de idosos, assumindo a
sexta posição entre os países com mais idosos no mundo.
Já o Recife é uma
das capitais brasileiras com maior percentual de pessoas idosas. De acordo com
dados do IBGE de 2010, cerca de 11,7% da sua população é de pessoas com mais de
60 anos de idade, um acréscimo em relação ao censo de 2000, que registrava 9,4%
de idosos em nossa Capital.
Diante dessa
tendência demonstrada pelo censo, de crescimento proporcional da população
idosa em nossa Capital, é urgente a ação do poder público para promover a
inclusão desses idosos através da efetivação de seus direitos.
E para isso é fundamental a ação de cada um de nós, cada um agindo em
seu espaço de atuação de forma permanente. Aqui na Câmara apresentei
recentemente um Projeto de Lei que garante prioridade aos procedimentos
administrativos, em qualquer setor da administração municipal, cujo interessado
seja idoso com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Apresentei essa
proposta para que o Município reconheça em Lei que a pessoa idosa é geralmente
mais frágil perante as demais pessoas, e não tem a mesma perspectiva de vida
dos demais para aguardar a lenta e demorada resposta das suas demandas
administrativas, por isso, merece um tratamento mais célere. Ou seja, o Projeto
de Lei busca efetivar, no âmbito municipal, o direito do idoso inscrito na
Constituição Federal e no Estatuto do Idoso.
E nosso compromisso
é de continuar na luta sem tréguas em defesa da pessoa idosa e do
reconhecimento e da efetivação de seus direitos.
Nesse sentido, a
Câmara Municipal do Recife ao homenagear mais uma vez o dia nacional do idoso,
mais do que reconhecer os direitos das pessoas idosas, faz um chamamento a toda
sociedade para assumir suas responsabilidades para a realização plena desses
direitos.
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29/09/2011
Josué de Castro e o combate a fome e a miséria no Brasil
O médico, geógrafo,
cientista social, professor, político e escritor Josué de Castro nasceu no
Recife, em 5 de setembro de 1908 e faleceu no exílio em Paris, em 24 de
setembro de 1973.Josué de Castro
dedicou a sua vida e todo o seu talento e conhecimento para chamar a atenção
dos governos, e sociedade em geral, para o problema da fome e da miséria, que
em sua época se constituía como um dos mais graves problemas do mundo e que,
ainda hoje, ocorre em proporções absurdas para o que a humanidade já acumulou
de conhecimento.Entre os diversos
livros e ensaios publicados por Josué de Castro, o mais famoso é Geografia da
Fome, que este ano completa 65 anos de história. Publicado em 1946, o livro apresentou
um dos mais profundos estudos sobre a questão da insegurança alimentar
existente no Brasil.Para escrever o
livro, Josué de Castro viajou por todo o Brasil, e resolveu dividir o País em 5
áreas alimentares: área amazônica; área do Nordeste açucareiro; área do sertão
do Nordeste; Centro-Oeste e extremo Sul, aprofundando o estudo sobre o processo
de colonização, da produção de alimentos e nutrição, ou falta dela, identificou
as causas e conseqüências da fome e da desnutrição dos povos de cada uma dessas
áreas.No prefácio do
livro Geografia da Fome, Josué de Castro deixava evidente que seu objetivo se
distinguia de todos os outros estudos já realizados sobre a fome no mundo, ao
afirmar: “O nosso objetivo é analisar o fenômeno da fome coletiva — da fome
atingindo endêmica ou epidemicamente as grandes massas humanas.”Na época da
publicação do livro, o tema fome era solenemente ignorado pelas autoridades
mundiais. Muitos inclusive registravam o fenômeno da fome como algo natural, de
solução impossível, que sempre existiu e que sempre existirá. Combatendo esse
argumento, Josué de Castro ainda no prefácio afirmava: “foram os interesses e
os preconceitos de ordem moral e de ordem política e econômica de nossa chamada
civilização ocidental que tornaram a fome um tema proibido, ou pelo menos pouco
aconselhável de ser abordado publicamente”.Em seus estudos,
Josué de Castro identificou que uma das principais causas da fome no Brasil era
a concentração de terras. Ao tratar da fome no sertão do Nordeste ele escreveu:
“Todas as medidas e iniciativas não passarão de paliativos para lutar contra a
fome, enquanto não se proceder a uma reforma agrária racional que liberte as
suas populações da servidão da terra, pondo a terra a serviço de suas
necessidades.”Nas conclusões do
livro Geografia da Fome, no capítulo Estudo do Conjunto Brasileiro, ele
afirmou: “é indispensável alterar substancialmente os métodos da produção
agrícola, o que só é possível reformando as estruturas rurais vigentes.
Apresenta-se deste modo a Reforma Agrária como uma necessidade histórica nesta
hora de transformação social que atravessamos: como um imperativo nacional”.Com suas obras,
Josué de Castro quebrou o silêncio sobre o tema da fome. Seus livros e ensaios
foram traduzidos para mais de 25 idiomas. Com esse reconhecimento
internacional, recebeu duas indicações ao Prêmio Nobel da Paz e assumiu a
presidência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação
(FAO) entre os anos de 1952 a 1956.Muitas são as
frases de Josué de Castro que se tornaram célebres e popularizaram a
problemática da fome no Brasil, uma delas afirma: “Metade da população
brasileira não dorme porque tem fome; a outra metade não dorme porque tem medo
de quem está com fome”; em outra ela aponta a causa primordial: "Denunciei
a fome como flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens”.Passados 65 anos da
edição do livro Geografia da Fome e 38 anos da morte de Josué de Castro, é com
muita tristeza, indignação e perplexidade que tomamos conhecimento de um relatório
da ONU informando que nos próximos meses mais de um milhão de africanos irão
morrer de fome.Aqui mesmo no
Brasil, apesar de todos os esforços do governo federal nos últimos anos, que
retirou 28 milhões de brasileiros da pobreza absoluta e criou as condições para
que 36 milhões ascendessem para a classe média, 16 milhões de pessoas ainda
permanecem na pobreza extrema.De acordo com o
governo “são pessoas tão desamparadas que não conseguiram se inscrever, até
mesmo, em programas sociais bastante conhecidos, como o Bolsa Família. Muito
menos ter acesso a serviços essenciais como água, luz, educação, saúde e
moradia.“Na passagem do
aniversário da morte do grande brasileiro e recifense Josué de Castro, e dos 65
anos do seu mais conhecido livro, nada mais justo do que lhe render uma
homenagem, debatendo na Casa de José Mariano, alternativas para o combate a
fome e a miséria do nosso povo.
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20/09/2011
90 ANOS DE PAULO FREIRE
Hoje, 19 de
setembro de 2011, fazem 90 anos do nascimento de Paulo Reglus Neves Freire, o
nosso querido Paulo Freire, um dos pensadores mais
importantes da história da pedagogia em todo o mundo. Nascido em Recife,
Paulo Freire foi alfabetizado pela mãe, com galhos de árvore escrevendo no
quintal de casa.
Seu interesse pela
língua portuguesa começou ainda na adolescência. Mas foi em 1946, após cursar a
Faculdade de Direito do Recife, e quando assumiu o departamento de educação e
cultura do Serviço Social de Pernambuco, que Paulo Freire entrou em contato com
a alfabetização de adultos, tema com o qual ficou reconhecido
internacionalmente.
Como diretor do
Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife, Paulo Freire elaborou
em 1958, um importante trabalho sobre educação e alfabetização, que apresentou
num congresso no Rio de Janeiro, onde defendeu a idéia que “a alfabetização de
adultos deve estar diretamente relacionada ao cotidiano do trabalhador. E esse
adulto deve conhecer sua realidade, para poder inserir-se de forma crítica e
atuante na vida social e política.”
Paulo Freire se
dedicou ao estudo da linguagem do povo, e usou esse aprendizado para elaborar
sua teoria pedagógica. Usou também sua experiência no Movimento de Cultura
Popular do Recife, criado pelo governo Miguel Arraes, na Prefeitura do Recife.
Esse Movimento, era orientado fundamentalmente para
conscientizar as massas, através da alfabetização e educação de base, com
ênfase na cultura popular.
No governo João
Goulart, Paulo Freire coordenou o Programa Nacional de Alfabetização. Com o
golpe militar, os generais que assumiram o poder consideraram seu método
pedagógico subversivo e Paulo Freire foi preso por 75
dias, em uma cadeia do quartel de Olinda.
Após a
prisão, foi obrigado a exilar-se no Chile e
na Suíça. No exílio, continuou seus estudos e a produção de sua teoria para uma
educação compromissada com a libertação dos oprimidos. Muitos dos seus livros
foram publicados nessa época, inclusive sua obra mais conhecida, Pedagogia do
Oprimido. Nela, Paulo Freire detalha seu método de alfabetização de adultos.
Com a anistia, em
1979, Paulo Freire retorna ao Brasil. Assumiu então o cargo de Secretário
Municipal de Educação, no governo de Luiza Erundina, na Prefeitura de São
Paulo. Após seu retorno, passou a assessorar também projetos de educação e
cultura em países da América Latina e África.
Com suas idéias e
seu exemplo de vida, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores em todo
o mundo.
Ele morreu em São
Paulo, no dia 2 de maio de 1997. Durante uma entrevista em Nova York, EUA,
quando perguntado pelo jornalista como gostaria de ser lembrado, Paulo Freire
afirmou: “Eu gostaria de ser lembrado como alguém que amou o mundo, as pessoas,
os bichos, as árvores, a terra, a água, a vida”.
Na passagem dos 90
anos do nascimento de Paulo Freire, e ao homenageá-lo, lembrando o importante
papel que desempenhou na elaboração de novos conhecimentos que elevam a
consciência das pessoas, quero render aqui minhas homenagens também a todos e
todas que se dedicam a uma educação pública, de qualidade e voltada a reduzir
as desigualdades sociais que ainda causam sofrimento a tantas pessoas.
Como intelectual
engajado na luta por um mundo sem opressão Paulo Freire certa vez afirmou: “Eu
sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o
mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça
social se implante antes da caridade”.
Viva Paulo Freire
Viva seu exemplo
Viva as pessoas que
fazem uma educação que ajuda a libertar o povo da opressão.
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| Gabinete do Vereador |
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14/09/2011
Homenagem a Miguel Arraes pela passagem do aniversário de seu retorno do exílio.
No dia 28 de agosto passado, passou-se 32 anos da sanção da Lei da
Anistia, que possibilitou o retorno ao Brasil dos brasileiros exilados no
exterior pela ditadura militar. Amanhã, 15 de setembro, fazem também 32 anos do
retorno do exílio forçado, do ex-governador Miguel Arraes.
É sempre bom lembrarmos esses fatos para que nunca mais ocorram em nosso
País, já que o Brasil passa por seu mais longo período democrático, de apenas
26 anos, e muitos brasileiros não lembram ou sequer tinham nascido no período
em que durou a ditadura. Naqueles sombrios anos, eram
proibidas as liberdades de expressão, de imprensa e de organização. Qualquer pessoa
que publicamente discordasse do regime era perseguida, deportada, presa,
torturada ou até mesmo assassinada.
Logo no dia seguinte ao golpe militar de 1964, tropas do Exército
cercaram a sede do Governo de Pernambuco, no Palácio do Campo das Princesas,
exigindo a renúncia do então governador Miguel Arraes. Como corajosamente o
governador recusou-se a ceder às imposições dos golpistas, foi deposto a força
e preso. Sendo levado inicialmente para o 14o Regimento de
Infantaria no Recife, depois para a Ilha de Fernando de Noronha, onde ficou até
dezembro de 1964, quando foi transferido para a Companhia de Guardas da Capital
e, posteriormente, para a Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói, Rio de Janeiro.
Frente ao flagrante atentado as leis ainda vigentes no país, no dia 19
de abril de 1965, o Supremo Tribunal Federal concede habeas corpus ao
ex-governador Miguel Arraes, sendo ele solto no dia 21 do mesmo mês. Mas por se
manifestar contra os inquéritos policiais-militares que prendiam todos os que
se opunham ao regime ditatorial, Miguel Arraes fica sob ameaça de nova prisão,
exilando-se assim na embaixada da Argélia e seguindo para aquele país em 16 de
junho de 1965.
Ainda em 1965, a ditadura extinguiu a força
todos os partidos políticos e permitiu a existência de apenas dois, a Arena,
Aliança Renovadora Nacional, dos partidários da ditadura, e o MDB, Movimento
Democrático Brasileiro, a frete de oposiçã a ditadura. Arraes, prontamente do
exílio, se declara do MDB.
Enquanto Arraes ficou forçosamente no exílio, a ditadura aqui endurecia,
e se sustentava numa brutal repressão política, sob
a famigerada Doutrina da Segurança Nacional, que propunha manter, através da
força, a sociedade brasileira politicamente estável, para evitar a influência
de idéias de esquerda em um mundo, na época, dividido entre o bloco capitalista
e o socialista.
Fruto de uma intensa e longa luta de resistência
dos que defendiam o retorno da democracia, e devido ao enfraquecimento político
da ditadura militar, que já não conseguia responder a grave crise econômica em
que o País mergulhava, a Lei da Anistia é aprovada no Congresso Nacional e
sancionada pelo presidente.
Ao retornar a Pernambuco, dias depois de
sancionada a Lei da Anistia, Arraes foi recebido por uma multidão até então
nunca vista em um ato político no estado. O comício de boas vindas aconteceu no
Largo de Santo Amaro e contou com a participação de lideranças políticas de
todo o Brasil.
Arraes reafirmou seu compromisso com a luta do
povo por um país democrático e socialmente justo, que partilhe com a população
os benefícios de seu desenvolvimento econômico. E manteve-se coerente a esses
princípios, sendo um dos primeiros políticos de expressão nacional a apoiar o
projeto democrático-popular empunhado por Lula em sua campanha a presidência da
república de 1989.
Nesse momento, o Congresso Nacional vive um importante debate sobre o
Projeto de Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, com a atribuição de esclarecer
casos de violação de direitos humanos ocorridos nos anos da ditadura, tais como
tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres. E o mínimo que a
sociedade pode exigir é que os arquivos da ditadura militar brasileira sejam
finalmente abertos, para localizar e identificar os ainda hoje desaparecidos
políticos. Nesse sentido, é fundamental o nosso apoio para a constituição de
uma Comissão fortalecida, com poderes de esclarecer todos os fatos.
Quero nessa oportunidade, em que nos lembramos de importante momento
histórico vivido pela sociedade brasileira, render minhas homenagens ao
ex-governador Miguel Arraes e a todos os que bravamente lutaram, para que hoje
possamos usufruir de uma democracia, ainda imperfeita e excludente, mas que
avança a passos largos para num futuro, espero não muito distante, realizar a efetiva
justiça política, econômica e social.
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| Gabinete do vereador |
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06/09/2011
500 transplantes de fígado em Pernambuco
É com muita satisfação que registro hoje
no Plenário da Casa José Mariano a marca histórica dos 500 transplantes de
fígado realizados em Pernambuco.
O extraordinário feito foi realizado pelo Hospital Universitário Oswaldo
Cruz, que através de uma parceria com o Hospital Jayme da Fonte, realiza o
programa de transplante de fígado há 12 anos.
O primeiro transplante de fígado realizado em um ser humano foi em 1963,
em Denver, Colorado, EUA. E em 1967, no mesmo local, foi feito o primeiro
transplante de fígado bem sucedido em humanos.
No Brasil o primeiro transplante de fígado ocorreu em 1968, no Hospital das Clinicas da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo. E o primeiro bem sucedido da América Latina
aconteceu também no Hospital das Clínicas da USP em 1985.
Já em 1997, o Ministério da Saúde acaba com o privilégio dos hospitais
privados na recepção de órgãos para transplante, ao estabelecer a lista única,
na qual todos os pacientes são inscritos na central de transplantes da
Secretaria Estadual de Saúde que, obedecendo a um critério constante, determina
quem deve ser transplantado, ou seja, o órgão é destinado ao receptor e não aos
hospitais como antes.
Em 2006, nova mudança é implantada na lista única de receptores, que passa
a ter como critério principal a gravidade, ou seja, recebem transplante
primeiro os pacientes em estado mais grave. Para evitar dúvidas e
questionamentos na definição dos casos de maior gravidade, adota-se o critério
MELD que calcula a gravidade de cada caso por uma fórmula matemática baseada em
resultados numéricos de exames laboratoriais.
De acordo com profissionais da área, o transplante de fígado é o
procedimento mais complexo da cirurgia moderna, pois interfere, como nenhum
outro, em inúmeras funções do organismo. Devido a essa complexidade, o sucesso
depende de uma grande infra-estrutura hospitalar além de uma equipe
multiprofissional altamente treinada no procedimento do transplante e no
acompanhamento de pacientes, que em geral já chegam gravemente debilitados.
A unidade de transplante de fígado do pavilhão Amaury de Medeiros, no
Hospital Universitário Oswaldo Cruz, está entre as três primeiras do Brasil e é
pioneira no Norte e Nordeste.
Por tudo que foi realizado nos últimos anos, que culminou com a expressiva
marca dos 500 transplantes de fígado no HUOC, quero parabenizar o Diretor do
Hospital, Dr. Railto Bezerra, o chefe do programa de transplantes de
fígado, Dr. Cláudio Lacerda e toda a equipe de profissionais altamente
qualificados e dedicados ao serviço público de qualidade.
Parabéns a todos.
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| Gabinete do Vereador |
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22/08/2011
Coerência é bom e o povo gosta
Nossa brava gente brasileira eleva a cada dia o nível de consciência
política. O apoio que a presidente Dilma recebe nas ruas aos seus
posicionamentos sobre o tema corrupção é um exemplo disso. Apoiada nesta
simpatia ela segue consolidando um ministério livre da presença de
suspeitos da prática da corrupção, o que é importante para ter uma
gestão focada na prioridade para as necessidades da maioria do povo
trabalhador, pois corrupto não trabalha para o povo. Corrupto age para
beneficiar os grandes grupos econômicos e ganhar comissão. A cada eleição percebemos que as pessoas estão mais exigentes e
valorizando seu voto, que passa de mercadoria de baixo valor para ser
uma arma para mudar a sociedade em benefício da maioria, elegendo
pessoas que fazem do poder um a força a serviço da sociedade e não uma
boquinha para si própria e seu grupo de amigos. Dilma Roussef dá um exemplo na esfera federal que certamente terá
reflexos nas próximas eleições. Prefeitos que não correspondam na
prática ao que prometeram que não agem com firmeza para suas gestões
trabalharem duro para servir ao povo, vão sentir os efeitos dessa nova
consciência.
O mandato popular entende que os vereadores também estarão sendo
avaliados. Desde o início assumimos o desafio de provar que podemos
praticar a boa política e convencer as pessoas que o lugar da classe
trabalhadora é na luta política, ocupar espaços, afastar as elites do
poder e assumir o comando.
Temos enfrentado dificuldades imensas, sentido na pele os efeitos da
ação dos que corrompem pessoas para que nos traiam e a decepção de ver
gente se vendendo. Nossa determinação é travar o bom combate, manter o
mandato leal aos princípios da luta popular, contribuir para elevar o
nível de consciência da população e reafirmar a cada passo o caminho que
optamos por seguir. Coerência é bom e o povo gosta!
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| Múcio Magalhaes |
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12/08/2011
Discurso de Múcio em Homenagem a João Paulo
Sr. Presidente, Sras.
Vereadoras, Srs. Vereadores, Sr. Deputado João Paulo.
João Paulo Lima e Silva
nasceu em Olinda, filho de Manoel Messias Lima e Silva e Maria de Lourdes Lima
e Silva, já falecidos. Formou-se em Edificações e Mecânica pela Escola Técnica
Estadual Professor Agamenon Magalhães (Etepam) e cursa Economia.
Sempre esteve na luta
pelos ideais socialistas de um mundo mais justo, solidário e de oportunidades
para todos. Sua militância política começou na época da ditadura militar,
engajando-se na Juventude Operária Católica (JOC) e, posteriormente, na Ação
Católica Operária (ACO). Foi presidente da Associação de Moradores do bairro do
Ibura, onde morou por muitos anos.
Em 1978 João Paulo,
incentivado pelo educador Paulo Freire, recebeu uma bolsa de estudos pelo
Centro de Estudos da América Latina e participou de cursos de capacitação em
Política Sindical na França, Itália, Bélgica, Espanha e em Portugal. Na volta
ao Brasil, João Paulo se engajou no movimento sindical e se filiou ao Partido
Comunista Revolucionário (PCR).
Organizou a oposição
metalúrgica e posteriormente foi eleito membro da diretoria e presidente do
Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, que, na época, chegou a contar com 10
mil filiados. João Paulo foi o primeiro presidente da Central Única dos
Trabalhadores em Pernambuco, além de ser um dos fundadores da CUT nacional.
João Paulo ajudou a
fundar o Partido dos Trabalhadores e em 1988 foi eleito o primeiro vereador do
Partido no Recife. Na Casa de José Mariano, teve destacada atuação como
presidente da Comissão de Defesa da Cidadania. Dois anos depois, ele conquistou
o mandato de deputado estadual. Como parlamentar, atuando em solidariedade a
luta pela posse da terra dos moradores de Sítio Grande, entra em conflito com a
polícia e tem três costelas fraturadas e um dos pulmões perfurado.
Candidatou-se a prefeito
de Jaboatão dos Guararapes em 1992 e em 1994 foi o deputado estadual mais
votado do estado. Dois anos depois, candidato a prefeito do Recife, ficou em
terceiro lugar. Em 1998, disputou a renovação do mandato no legislativo
estadual, sendo novamente o mais votado de Pernambuco.
João Paulo foi o
candidato da Frente de Esquerda do Recife nas eleições municipais de 2000,
sendo eleito no segundo turno, tornando-se o primeiro prefeito operário da
história do Recife. Candidatou-se a reeleição em 2004 e venceu no primeiro
turno em todas as zonas eleitorais da cidade, com 56,11% dos votos válidos.
Tornando-se o primeiro prefeito reeleito na história do Recife.
Nos oito anos como
prefeito do Recife, João Paulo priorizou as necessidades da maioria do povo, colocando
em prática o lema das suas gestões, “a grande obra é cuidar das pessoas”, e
nessa perspectiva desenvolveu políticas públicas inovadoras, que se tornaram
referência para o governo federal, vários governos estaduais e para outros
municípios Brasil afora.
Governou o Recife com
transparência e participação popular, através do Orçamento Participativo, dos
Conselhos Municipais e das Conferências, valorizando e estimulando a livre
organização do povo.
Na saúde João Paulo
ampliou os investimentos, aumentou o acesso da população e melhorou a qualidade
dos serviços. Em 2000 os recursos próprios aplicados eram de R$29,6 milhões e
passaram para R$208,3 milhões, que somados as transferências federais foram
para R$370,5 milhões em 2008. Existiam 27 equipes do Programa Saúde da Família
(PSF), em 2008 já eram 240 equipes de PSF e 113 equipes de saúde bucal, que
sequer existiam. Criou o SAMU, que se tornou referência para o governo federal,
ampliou, reformou e construiu novas unidades de saúde.
Criou mais vagas nas escolas
municipais, contratou 2.650 novos professores através de concurso público e
passou a oferecer merenda aos alunos também durante as férias. Implantou 112
laboratórios de informática e passou a pagar até um salário mínimo as famílias
que possuem filhos na escola, através do Programa Bolsa-escola Recife. O Aluno
nos Trinques passou a distribuir para todos os alunos fardamento completo,
inclusive meias e tênis, mochila e material escolar. Foram entregues também 71
novas escolas, a maioria com quadra poliesportiva, biblioteca, laboratório de
informática e área de recreação.
Construiu mais de 11.700
moradias e deixou projetos e recursos assegurados junto ao governo federal para
a construção de milhares de outras, muitas já entregues pelo atual governo
municipal.
Após 40 anos de ausência
de política pública para o saneamento, João Paulo criou uma estrutura municipal
para tratar exclusivamente do saneamento do Recife e garantiu recursos do PAC,
e do Prometrópole para dobrar a área saneada da cidade, realizou obras em
dezenas de bairros e deixou diversas em andamento ou com projetos prontos e
recursos assegurados.
Nos morros do Recife João
Paulo realizou obras que ajudaram a salvar muitas vidas. Criou o Programa
Guarda-chuva, que eliminou sete mil pontos de risco e incluiu milhares de
famílias no auxílio moradia, até que fossem contempladas com novas habitações
em local seguro. Investiu quase R$ 300 milhões em obras de urbanização,
construção de muros de contenção, onde se destacou o programa Parceria nos
Morros, com mais de 3.600 obras realizadas e melhorou os sistemas de micro e
macro drenagem.
Modernizou a orla, com a
reforma de mais de 8 Km da beira-mar do Pina e Boa Viagem. Construiu a Av.
Maurício de Nassau, a paralela da Caxangá. Entregou a 1a etapa da
Via Mangue e iniciou as obras da 2a etapa, recentemente entregues
pelo atual prefeito. Criou o Complexo Viário Joana Bezerra, que incluiu a
construção da ponte Gregório Bezerra, de novos trechos da Av. Beira Rio e de
uma passarela para pedestres. Iniciou a duplicação do Viaduto Capitão Temudo e
a construção do Parque Dona Lindu, entre outras obras estruturadoras.
Reformou praças e parques
da cidade, incluindo a restauração de todas as praças projetadas por Burle
Marx, totalizando a revitalização de 207 áreas verdes. Criou o Circuito da
Poesia, que homenageia personalidades que marcaram a cena cultural
pernambucana, através de esculturas, em tamanho natural, instaladas em pontos
históricos e culturais da cidade.
Na cultura,
descentralizou e democratizou as ações culturais, através do Programa
Multicultural. Ao apoiar todas as expressões culturais existentes em nossa
cidade, João Paulo transformou o Recife na capital multicultural do Brasil.
Criou um conceito novo para o carnaval, que transformou a festa do Recife em
destaque nacional e internacional. Recolocou o frevo num lugar de relevância na
cultura pernambucana. Reconhecendo-o como expressão exclusiva da nossa cultura,
conquistou para o frevo o registro de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Com ações criativas e
inteligentes, recuperou o turismo na nossa capital, propiciando um crescimento
no desempenho do turismo local em 71,84%, maior que a média do Nordeste, que
foi de 48,78%. Esse crescimento gerou
emprego e renda para milhares de recifenses.
Com uma biografia como
essa, com tanto realizado pelo povo de Pernambuco e do Recife, especialmente,
João Paulo Lima e Silva se qualifica a receber a mais alta homenagem da Câmara
Municipal do Recife, a Medalha de Mérito José Mariano.
João Paulo nunca faltou
ao chamado da luta popular em defesa da vida, da democracia, da liberdade,
praticando como poucos o conceito de que o poder deve estar a serviço da
sociedade, por isso a população do Recife demonstra claramente em diversas
situações que confia na sua liderança.
A Casa de José Mariano,
composta por representantes do povo, também reconhece a importância de João
Paulo na história de nossa cidade, e por isso aprovou por unanimidade esta
homenagem.
Parabéns João Paulo.
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| Gabinete do Vereador |
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11/08/2011
Discurso de Múcio em Sessão Solene em homenagem aos irmãos Maristas
Sr. Presiden te, Srs. e Sras. Presentes,
Por volta de 1817 a França enfrentava uma crise
educacional, então Marcelino Champagnat, um religioso da Sociedade de Maria,
fundou em La Valla o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria, que posteriormente
passou a chamar-se Escolas Irmãos Marista.
Desde então, os Maristas fundaram entidades
educacionais por toda a França e em outros países, chegando ao Brasil em
outubro de 1897, em Minas Gerais e posteriormente as outras regiões do País.
Marcelino Champagnat nasceu na França em 1789
e faleceu aos 51 anos, em 1840. Sua mãe, Maria Chirat, era devota de Maria, mãe
de Jesus e seu pai, João Batista era um agricultor que tinha uma instrução
acima da média entre os seus pares, e passou para Marcelino qualidades como:
honestidade, perseverança e lealdade.
Conheceu João Claudio Colin, futuro fundador dos
Padres Maristas no Seminário Maior. Em 1817 ao realizar trabalhos para dar
assistência as crianças carentes, resolve fundar os Irmãos Maristas para
catequizar os jovens e criar neles o espírito cristão.
Enfrentou muitas dificuldades até consolidar a
organização dos Irmãos Maristas, a principal delas a incompreensão de parte do
clero em relação aos seus projetos catequistas, mesmo assim continuou abrigando
e catequizando crianças oriundas principalmente da população rural.
Marcelino Champagnat foi canonizado pelo Papa João
Paulo II em 18 de abril de1999, na Praça de São Pedro, no Vaticano. Reconhecendo-o
como Santo da Igreja Católica.
A filosofia do fundador Marcelino Champagnat ainda
é a orientação dos Irmãos Maristas: ao lado da educação religiosa, intelectual,
ética, as Escolas Marista adéquam-se ao tempo presente estimulando as
atividades sociais e esportivas e utilizando-se de modernos recursos
tecnológicos.
Os Irmãos Maristas hoje estão espalhados em mais de
79 países nos cinco continentes.
A Casa Provincial de Apipucos dos Irmãos Maristas,
fundada em fevereiro de 1911, comemora um século de existência. É considerada
um patrimônio Marista histórico e cultural e é também conhecida como “a Capital
do Coração”.
Nas dependências da Casa de Apipucos foram
acolhidas a Administração Provincial dos Maristas, diversas etapas da formação
Marista e sedia hoje a Faculdade Marista do Recife e o Colégio Marista Nossa
Senhora da Conceição.
Por toda contribuição dos Irmãos Maristas à
educação de crianças, jovens e adultos em nossa Capital, entendemos como justificada
uma homenagem da Câmara Municipal do Recife ao centenário da Casa Provincial de
Apipucos.
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| Gabinete do Vereador |
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11/07/2011
Dia do Teleatendente (pronunciamento na CMR)
Em 04 de
julho, foi comemorado em todo o País o dia do teleatendente, também conhecido
como teleoperador, operador de teleatendimento ou operador de telemarketing.
Esses profissionais
atuam nos SACs (Serviços de Atendimento ao Cliente), nos call centers, nos
contect centers e em help desks, e são responsáveis pelo relacionamento entre
as empresas e os consumidores finais. Por esse motivo, são uma importante peça
na efetivação dos direitos do consumidor, já que o Código de Defesa do
Consumidor estabelece regras que obrigam as empresas a criarem um canal de
comunicação ágil e direto com os clientes.
O número
estimado de profissionais que atuam no setor chega a mais de um milhão de
pessoas. Desses, 56% trabalham para instituições financeiras ou empresas de
telecomunicações. A atividade é responsável hoje pela contratação de uma em
cada quatro vagas de empregos geradas pela iniciativa privada.
A
profissão de teleatendente é a oportunidade de entrar no mercado de trabalho
para muitos jovens, principalmente por causa do horário flexível e da alta
empregabilidade do setor. Por esse motivo, a idade média dos atendentes varia
entre 18 e 29 anos.
No
entanto, a rotatividade no setor de teleatendimento
é absurda. A maioria dos contratados é dispensada ao final de três meses, o que
desobriga as empresas em arcar com os direitos trabalhistas. É o tal período de
experiência.
Embora a
Lei que irá regulamentar a profissão ainda tramite no Congresso Nacional, o
anexo II da Norma Regulamentadora (NR) 17 já estabelece uma jornada de trabalho
de seis horas, nos mais variados horários: diurno, noturno, rodízio de turno e
horários irregulares, não fixos.
Porém, a rotina numa empresa de teleatendimento ou call center é
draconiana. Lembra os piores tempos do século passado, no início da
industrialização do País. Durante as seis horas de trabalho, o teleatendente
tem direito a no máximo duas pausas e a pressão dos superiores por resultados
positivos para as empresas contratantes é constante.
A esses
profissionais dedicados, mas pouco reconhecidos, hoje tão importantes no
relacionamento entre consumidores e empresas, meus parabéns pela passagem do
seu dia.
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| Múcio Magalhaes |
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01/07/2011
Um balanço inicial do primeiro semestre de 2011
Chegamos à metade do terceiro ano do mandato, escrevo como vereador,
pois renunciei à aventura de exercer um mandato de suplente de deputado
estadual em circunstâncias políticas questionáveis. A história nos deu
razão.
Defendemos os servidores municipais do Recife apoiando sua luta por
melhores salários e implantação dos planos de cargos e carreiras.
Homenageamos a Guarda Municipal em seus 118 anos e lutamos para que os
direitos e deveres dos Guardas sejam transformados em lei.
Na defesa da educação apoiamos o piso nacional do magistério e a
qualidade do ensino cobrando melhoria na estrutura física das escolas
municipais e homenageando os 20 anos da UPE.
Apoiamos às reivindicações das empregadas domésticas e dos
trabalhadores em telemarketing, categorias que buscam reconhecimento. E
prestamos homenagem aos trabalhadores ao aprovar a maior comenda da
Câmara Municipal, a Medalha José Mariano, para uma das mais expressivas
lideranças populares do estado, o deputado federal João Paulo.
Debatemos intensamente a cidade do Recife, ao realizarmos audiência
pública sobre o centro da cidade e, principalmente, através de Projetos
de Lei.
Os alagamentos decorrentes das chuvas são tratados em dois Projetos
de Lei, o que propõe a construção de reservatórios subterrâneos para
captação das águas da chuva em lotes com mais de mil metros quadrados de
solo impermeabilizado, e no que obriga todo estacionamento descoberto a
ter pelo menos 30% de piso permeável.
Defendemos o acesso do povo a cultura com o projeto que garante
meia-entrada em eventos patrocinados pela Prefeitura. Lembramos de
valorizar nosso primeiro patrimônio cultural imaterial no dia do frevo.
Realizamos na cidade desenas de reuniões, ouvindo o povo e
incentivando sua organização, pois acreditamos que para além dos
governos a luta popular é que muda a vida!
Múcio Magalhães.
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| Múcio Magalhaes |
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